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Óvulos Vaginais de Babosa

Atualizado: 2 de mar. de 2023




O útero é a primeira casa do ser humano. Esse símbolo do Sagrado Feminino é também o seu centro energético. Ele armazena nossas memórias emocionais (inclusive as ancestrais) positivas e também negativas, e é nosso manancial da criatividade.


A menarca deveria ser a primeira conexão intensa da mulher com sua sacralidade, mas sabemos que nem sempre é assim. Como muitas vezes a mulher não é ensinada a mergulhar em sua feminilidade e seu poder interno, a primeira menstruação pode ser apenas um representativo de desconforto onde cólicas e mudanças de humor serão encenados mensalmente no palco da lua interna da mulher.


Por ser um órgão tão conectado com as emoções e a criação, ele tende a representar no físico, as dores originadas nos corpos mental e emocional com considerável intensidade, contribuindo para a evolução de doenças de diferentes ordens.


Na visão da ginecologia natural, existem algumas medicinas que tratam as questões físicas e metafísicas do útero de maneira amorosa e com resultados bastante satisfatórios.


É importante salientar que a medicina natural objetiva atuar como coadjuvante dos tratamentos clínicos convencionais e em hipótese alguma os substitui. Siga sempre as orientações do seu médico.


Uma medicina que traz muito benefícios para a saúde do útero são os óvulos vaginais de babosa. Eu adoro utilizá-los para períodos de cura de memórias uterinas e também já os utilizei quando estava tratando miomas.


A Aloe Vera, mais conhecida como babosa, é uma planta suculenta originária das Ilhas Canárias e da Ilha da Madeira. Existem mais de 260 espécies de babosa e seu extrato é amplamente utilizado no ramo da estética.


O que poucas pessoas sabem, é dos inúmeros benefícios medicinais dessa planta abençoada para as mais diversas doenças, mas quem testou aprovou as maravilhas das suas propriedades.



Como preparar o óvulo de babosa?


A babosa tem ação cicatrizante, anti-inflamatória, anticancerígena, bactericida dentre tantos outros benefícios, mas é essencial prepará-la antes de seu uso medicinal.


Ao cortar a folha da babosa, um líquido viscoso e amarelado começará a escorrer, trata-se da Aloína, uma substância tóxica que precisa ser eliminada antes de se fazer uso da mucilagem (estrutura constituída de 90% de água e 10% de fibra) para os óvulos vaginais.


Todas as espécies de babosa contém Aloína em maior ou menor quantidade, a espécie que apresenta essa substância em menor quantidade é exatamente a Aloe Vera, e esta é a mais indicada para se fazer os óvulos vaginais.


Imediatamente após colher a folha da babosa, colocá-la em um copo com água para que a Aloína escorra. Inicialmente a coloração é amarela intensa, mas a água pode ficar com um tom bastante escuro com o passar dos minutos pois a Aloína vai oxidar em contato com a água e o ambiente externo. Deixar descansar no copo com água por aproximadamente 2 horas.


Após esse período, retirar os espinhos das laterais e a cascas. Corte em pedaços de 3cm que é um tamanho bom para o óvulo.



Como utilizar o óvulo vaginal?


À noite antes de se deitar, introduza o óvulo até o final do canal vaginal. Pela manhã é comum que esse óvulo já tenha se dissolvido por conta da temperatura interna do corpo, se isso não acontecer, ele sairá durante o dia, não se preocupe.


Caso fique desconfortável ao notar que o óvulo de babosa não se dissolveu e não desceu ainda pelo canal vaginal, você pode ficar na posição de cócoras durante alguns minutos para facilitar sua descida ou até mesmo retirá-lo com delicadeza.


Faça o uso do óvulo vaginal durante 7 noites consecutivas.


Este será um período de recolhimento e cura para você e seu útero. Beba bastante água durante o tratamento e evite relações sexuais.



Quais são as contra-indicações?


Gestantes e mulheres em seu período menstrual não devem fazer uso do óvulo vaginal.


Caso sinta qualquer desconforto, descontinue imediatamente o tratamento com a babosa.


Se realizado da forma correta, esse tratamento não costuma apresentar irritação ou qualquer desconforto, mas caso ocorra, fale com seu/sua terapeuta integrativo e busque por um médico.


Quando você se cura, eu me curo.


Com amor,


Kerlly Oliveira



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